Inteligência emocional é tema de curso
Sassepe
Desenvolver a capacidade de lidar com os sentimentos e controlar as emoções para o sucesso pessoal e profissional. Esse foi o objetivo do curso in company Inteligência Emocional, realizado no auditório do IRH entre os dias 5 e 9 de junho. A capacitação foi ministrada por Marineide Batista, instrutora do Centro de Formação do Servidor Público do Estado (Cefospe).
Tema muito debatido hoje nas empresas, a inteligência emocional está relacionada à capacidade que cada pessoa tem de reconhecer e entender as próprias emoções e a dos outros, usando essa consciência para gerenciar os comportamentos e relacionamentos. “É a nossa capacidade de fazer o equilíbrio entre a razão e a emoção. Agora para chegar até aí, a gente tem um caminho a percorrer”, conceitua Marineide.
“É um tema que chama a atenção das pessoas e que está muito relacionado à questão da qualidade de vida emocional e consequentemente física. Porque a gente sabe que as emoções impactam no físico e podem desencadear processos de adoecimento”, diz a instrutora, que é servidora da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase). Formada em Pedagogia e Psicologia, ela também é professora da Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco (Fcap).
De acordo com Marineide, ter inteligência emocional ajuda a resolver conflitos no ambiente de trabalho. “Se você se autoconhece, você se autogerencia”, afirma. Durante o curso, a instrutora falou sobre as cinco dimensões da inteligência emocional: autoconhecimento, autogerenciamento, motivação, conhecimento do outro e gerenciamento com o outro.
“Se você tem a condição de exercer essas dimensões mais facilmente, vai observar o impacto do seu comportamento no ambiente. Você consegue fazer um relacionamento interpessoal de um forma mais satisfatória e adequada”, explica.
Segundo Marineide, toda pessoa tem inteligência emocional. O que cada uma precisa fazer é potencializar as dimensões. “A pessoa precisa ter a consciência primeiro do que são (as dimensões) e na sequência colocar o conceito em prática. Não tem outra forma de desenvolver que não desejar e querer, fazer a experiência diante das situações cotidianas que cada um vive”, conta.
Mas será que existe alguma forma de aumentar a inteligência emocional? Marineide diz que sim, que é uma questão de prática. “Observar a situação, o que eu penso sobre a situação, quais são as emoções ou os sentimentos que são decorrentes dessa situação vivida e como é que eu me comporto diante disso. Essa é a estrutura cognitiva que cada pessoa precisa tomar para si”.
A instrutora explica que saber utilizar bem a inteligência emocional ajuda, antes de mais nada, a reduzir o estresse. “Você não vai entrar nas situações. Você vai ter a condição de observá-las, fazer uma análise e encontrar estratégias para que possa interferir de uma forma adequada sem que necessariamente você sofra ou morra”.
Ela completa: “O problema que é do outro é do outro. Se conseguirmos entender isso, iremos interagir de uma forma melhor com as situações que a todo instante vivemos”.
Além do conteúdo teórico, o curso incluiu também atividades práticas. Uma delas procurou conhecer um pouco do temperamento de cada participante. “Esses temperamentos (sanguíneo, colérico, fleumático e melancólico) dizem um pouco daquilo que nós somos, como nós reagimos. Se a gente se autoconhece, então isso pode ser um elemento favorecedor da nossa melhoria nos processos relacionais”, avalia Marineide.
Gestora da área de limpeza do Hospital dos Servidores (HSE), Marinete José conta que achou o curso muito proveitoso. “Entrei de um jeito e saí de outro”. Já a servidora Izabel Rego, do setor de contabilidade do IRH, diz que colocará em prática tudo o que aprendeu, tanto em casa como no trabalho. Para ela, a didática aplicada nas aulas fez toda a diferença. “Eu amei. A linguagem da professora foi super acessível”.
Para a instrutora, a inteligência emocional é um tema que deve ser abordado sempre, seja dentro ou fora do serviço público. “Nós não somos só servidores públicos. Nós somos pessoas”, ressalta. “Nós temos no serviço público os compromissos, as metas a cumprir. E as metas vão acontecer de uma forma satisfatória ou não a depender de como eu, enquanto servidora, opero aquilo que está posto sob minha responsabilidade. E se de repente eu consigo ser uma pessoa mais equilibrada, emocionalmente falando, então eu vou perceber esse ambiente de forma diferente, de forma mais sadia. Você bem estabelecido emocionalmente exerce suas funções com um nível maior de qualidade”, completa.
