Dia Nacional de Combate ao Tabagismo
Sassepe
Matéria atualizada em 31.08.2016 às 11h50
Para chamar a atenção da sociedade quanto aos malefícios do cigarro, o Instituto de Recursos Humanos de Pernambuco (IRH-PE) e o Hospital dos Servidores do Estado (HSE) promoveram ações de mobilização dentro das comemorações pelo Dia Nacional de Combate ao Tabagismo.
A programação teve início na segunda-feira (29), às 9h, na recepção do ambulatório do HSE. A coordenadora do Programa de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) do hospital, Ruth Carvalho, falou sobre as consequências do fumo, que hoje é a principal causa de morte evitável no mundo. “Para combater o tabagismo, é preciso que haja uma mobilização maior de todos os setores da sociedade”, afirmou.
O programa de DPOC do HSE atende pessoas que já pararam de fumar, mas que apresentam alguma doença pulmonar crônica. Para participar, o paciente deve procurar um pneumologista, que fará o diagnóstico e encaminhará o usuário para tratamento. Além deste profissional, o programa conta ainda com um psicólogo, assistente social, enfermeiro e fisioterapeuta respiratória.
Ainda na recepção do ambulatório do hospital, a coordenadora do Programa Estadual de Controle do Tabagismo, Lizabeth Guimarães, ministrou uma palestra sobre as consequências do tabagismo. “Essa data é muito importante para que a gente sensibilize a população a pensar em parar de fumar”, destacou.
Segundo a coordenadora, o cigarro hoje é o principal fator de risco para o câncer de pulmão. Cerca de 90% dos pacientes que têm a doença são ou foram fumantes. “Hoje a gente sabe, através de pesquisas, que todas as doenças, de uma forma geral, têm uma relação direta com o cigarro”, esclarece Lizabeth.
A servidora Eliane Romão, 58 anos, assistiu à apresentação enquanto aguardava atendimento no HSE. De tudo que ouviu, ela pretende repassar para três irmãs, que são fumantes inveteradas. “Elas não aprendem. É triste. Eu queria que elas estivessem aqui para ver a palestra”, contou.
Também no HSE, foi realizada uma campanha de sensibilização junto aos funcionários. Na área do refeitório, um arte-educador conversou com os profissionais e distribuiu material educativo. Na capela da unidade, a enfermeira do Trabalho Maria da Paz Alves ministrou outra palestra sobre tabagismo.
IRH - Na sede do IRH, Lizabeth Guimarães retomou o tema na manhã de terça-feira (30). Na entrada do laboratório do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores (Sassepe), ela conscientizou quem passava pelo local sobre os males causados pelo cigarro.
O servidor Francisco Germano, de 72 anos, participou assiduamente da palestra. Ele parou de fumar há 30 anos, mas antes de conseguir teve seis recaídas. “No começo foi difícil porque sentia a necessidade de fumar. Procurei um grupo de apoio e esse contato foi muito importante para tomar consciência que precisava parar”, relata.
Lizabeth Guimarães explica ainda que a relação das pessoas com o cigarro é afetiva, por isso é difícil parar com o vício. “É necessário procurar ajuda para o tratamento para esse vício. A dependência geralmente é vício motivado pelo estresse e ansiedade. Buscar orientação médica é imprescindível”, afirma.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte no planeta. Calcula-se que, no Brasil, morrem por ano aproximadamente 200 mil pessoas.
Na entrada do laboratório do Sassepe, na sede do IRH, usuários receberam informações