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Alimentação saudável é tema de palestra

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Qual o caminho para uma alimentação saudável? Como aproveitar integralmente os alimentos? Qual a diferença entre um produto light e diet? Essas e outras dúvidas foram esclarecidas durante palestra realizada na manhã desta sexta-feira (19) no Hospital dos Servidores (HSE). O evento foi apresentado pela nutricionista Natália Spinelli, pela residente em Nutrição Leidiane Santos e pela estagiária Karla Ramos.

No auditório do Centro de Medicina Preventiva (Cempre), servidores receberam dicas, tiraram dúvidas e ainda participaram de uma dinâmica. “A grande chave para a nossa saúde é o que a gente come”, frisou Karla. Evitar refrigerantes e sucos industrializados, diminuir a quantidade de sal na comida, beber dois litros de água por dia e praticar pelo menos 30 minutos diários de atividade física foram algumas das orientações repassadas.

Durante a palestra, os participantes conheceram alguns dos principais alimentos funcionais, como são chamados aqueles que produzem efeitos benéficos à saúde. A soja, por exemplo, reduz o colesterol ruim (LDL) e ajuda a diminuir os sintomas da menopausa, enquanto a maçã previne eventos cardiovasculares, trombose e câncer de pulmão. Já o tomate e a goiaba têm uma ação antioxidante e reduzem o risco de câncer de próstata.

“Quanto mais colorida a alimentação, melhor”, afirmou Leidiane. Segundo ela, um prato saudável é composto de fibras, proteínas, carboidratos e leguminosas. “Ele deve oferecer uma quantidade de nutrientes, vitaminas e minerais que seja benéfica para o nosso organismo”, destacou a residente.

Para a nutricionista Natália Spinelli, a população, de uma forma geral, não se alimenta bem. “A gente viu hoje aqui que o brasileiro consome 12g de sal por dia, quando o ideal é 5g. É mais que o dobro”, alertou. “Tudo que a gente come vai contribuir para o funcionamento do corpo de forma positiva ou negativa”, completou Karla.

Diet e light. Dois termos que geralmente confundem as pessoas. Segundo Leidiane, para que um alimento seja considerado diet, algum nutriente é retirado ou reduzido a 5%. É indicado para pessoas com necessidades alimentares especiais, como hipertensos e diabéticos. Já no light, há a redução de alguns nutrientes ou de valor energético em, no mínimo, 25% comparado a um alimento comum. É indicado para quem busca uma alimentação mais saudável.

A médica Sílvia Nigro Galhardo, que atua no Núcleo de Estudos (NEST) do HSE, assistiu à palestra e espera participar de outros encontros com a mesma temática. Ela diz que, pelo menos em casa, procura manter uma alimentação balanceada. “Como verduras, frutas, legumes. Aprendi a me alimentar com um endocrinologista alguns anos atrás”, contou.

A palestra no HSE contou ainda com uma dinâmica de grupo. Cada participante recebeu uma bandeirinha que, dependendo da pergunta feita pela nutricionista Natália Spinelli, deveria ser levantada para indicar se a questão era mito (bandeira vermelha) ou verdade (bandeira verde). Confira abaixo algumas dessas perguntas.

DESPERDÍCIO - Por ano, o Brasil desperdiça 41 mil toneladas de alimentos, segundo levantamento divulgado este ano pelo World Resources Institute (WRI), uma instituição de pesquisa internacional. O pais está entre os dez que mais perdem comida no mundo.

De acordo com Leidiane, para evitar o desperdício é importante conservar bem os alimentos, guardando-os em locais limpos e em temperaturas adequadas para que não apodreçam. Outra dica é prepará-los de forma racional, utilizando apenas a quantidade necessária para a refeição.

O desperdício, muitas vezes, está relacionado ao mal aproveitamento dos alimentos. Segundo a residente, o desconhecimento dos princípios nutritivos das cascas de frutas e legumes, por exemplo, ocasiona o seu não aproveitamento. Ela explica que podem ser aproveitados, integralmente, cascas de banana, tangerina, laranja, mamão, pepino, maçã, abacaxi, berinjela, beterraba, melão, maracujá, goiaba, manga e abóbora. “As vitaminas e os minerais são mais encontrados nas cascas dos alimentos”, destaca.

MITOS E VERDADES

Suco de beterraba acaba com anemia?
Mito. Contém pequena quantidade de ferro que não é bem absorvida pelo organismo.

Pão integral não engorda?
Mito. Engorda tanto quanto o pão branco. A diferença é que o integral é rico em fibras, nutrientes e fornece mais saciedade.

Beber líquido durante as refeições aumenta a barriga?
Mito. Não engorda, mas o excesso de líquidos e alimentos pode dilatar o estômago e trazer ganho de peso. Isso sim pode aumentar a gordura corporal até na região abdominal.

Comer banana reduz cãibra?
Verdade. As câimbras podem ocorrer por diversos motivos. Um deles é por falta de potássio, um mineral presente em grande quantidade na banana.

Para emagrecer é preciso comer em pequenas quantidades ao longo do dia?
Verdade. O corpo precisa de uma certa quantidade de calorias e nutrientes todos os dias para funcionar bem. Ao pular as refeições durante o dia, a pessoa estará mais propensa a compensar nas outras refeições.

Quem tem diabetes pode consumir mel à vontade?
Mito. O mel não deve ser consumido por diabéticos, pois tem as mesmas calorias do açúcar. A grande diferença é que o mel é rico em minerais.

Manteiga é mais saudável que margarina?
Verdade. A margarina possui gordura trans, que aumenta o colesterol ruim (LDL) e diminui o colesterol bom (HDL). Já a manteiga, por ser de origem animal, não reduz o HDL, mas pode aumentar o LDL.

Ficar sem comer emagrece?
Mito. O jejum faz com que o metabolismo fique mais lento, dificultando o emagrecimento.