Fórum do IRH debate cirurgia bariátrica e doação de órgãos
SassepeDoação de órgãos e cirurgia bariátrica. Estes foram os temas debatidos na sétima edição do Fórum de Debates da Excelência em Gestão Pública que aconteceu na manhã desta terça-feira (7). O evento, realizado pelo IRH aconteceu no Centro de Formação do Servidor Público (Cefospe).
A gerente de captação de órgão da Central de Transplante de Pernambuco, Diana Sarmento – uma das palestrantes do fórum, falou da importância da doação de órgãos. “A doação começa quando a pessoa, ainda em vida, manifesta sua vontade de doar”, explica. De acordo com dados da Central, atualmente em Pernambuco existem mais de três mil pacientes na fila de espera por um órgão. Os rins e o fígado lideram a lista dos órgãos mais esperados.
Sarmento enfatizou que toda semana a Central recebe novas inscrições para a lista de espera. “A Central nunca vai zerar a lista porque sempre haverá novas demandas por transplantes. O nosso objetivo é tentar diminuir a lista de espera. Para se ter uma idéia, um único doador é capaz de salvar em média seis vidas”.
O processo acontece quando o hospital notifica o diagnóstico de morte encefálica ou de coma à Central de Transplantes. Daí em diante é realizada uma entrevista com a família que autoriza ou não de acordo com a vontade manifestada pelo paciente ainda em vida. Depois então se faz a captação e o transplante.
A mídia, as instituições religiosas e principalmente a responsabilidade pessoal são os grandes responsáveis pela diminuição da fila. “A veiculação das ações pela mídia, o apoio das escolas e universidades e o abraço pessoal da causa têm impacto bastante positivo no aumento das doações”.
Obesidade - A cirurgia bariátrica também foi um dos temas debatidos no evento. O médico presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (Regional Pernambuco) e cirurgião bariátrico do Hospital dos Servidores do Estado, Gilberto Pagnossim comentou sobre as mudanças na qualidade de vida, na auto-estima, na vida pessoal, social e profissional do cirurgiado. “A cirurgia que fazemos no HSE é a popularmente conhecida como redução de estômago. Esse procedimento ajuda a controlar as comorbidades causadas pelo excesso de peso como diabetes, hipertensão, aumenta a auto-estima, além de aumentar a expectativa de vida do paciente”, relatou o médico.
No HSE, o Programa de Prevenção e Controle da Obesidade começou em 2003 e conta com uma equipe multidisciplinar que realiza reuniões mensais com os pacientes em tratamento e leva informações sobre a doença. O programa também ajuda na preparação do pré-operatório, da cirurgia e do pós-operatório. “É uma cirurgia viável, com grande aceitabilidade por parte dos pacientes e que já trouxeram grandes resultados no Hospital”.
Vale salientar que não são todas as pessoas com excesso de peso que tem indicação para fazer a operação. No HSE, o paciente precisa participar ativamente do Programa e ter o perfil para a cirurgia. “A decisão da realização ou não da cirurgia não é d