Encontro discute transtorno de humor no HSE
SassepeO Encontro Interdisciplinar de Psicossomática, realizado no auditório do Hospital dos Servidores, na última segunda-feira, esclareceu aos profissionais e estudantes de saúde o mal que afeta a vida tanto do doente quanto dos familiares: O Trastorno Bipolar de Humor. Ministrado pela médica psiquiatra do Ambulatório de Saúde Mental do IRH, Arlinda Martins, foram debatidos, a partir do Código Internacional de Doenças (CID), diversos tipos de trasntornos mentais.
O Transtorno Bipolar do Humor, antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva, é caracterizado por oscilações ou mudanças de humor. Estas mudanças vão desde oscilações normais, como nos estados de alegria e tristeza, até episódios de Mania, Hipomania e Depressão, entre outros. De acordo com Martins o Transtorno de Humor Maníaco está ligado ao afeto e a conduta. “ O paciente que esta em crise pode acreditar que é Jesus ou o Papa, levando a vida de acordo com suas alucinações. Essa mania de grandeza, consequência da doença, também pode trazer grandes prejuizos como fazer várias dívidas financeiras”, diz Martins.
Na ocasião Martins explica ainda o caso de Hipomania, doença caracterizada pela facilidade do paciente se irritar, porém, se esse quadro psicótico for moderado, a doença não atrapalha as funções do individuo. "O paciente com Hipomania não tem trastornos psicóticos, por isso pode conseguir trabalhar, entretanto leva uma vida conturbada por causa dos episódios de irritabilidade, agressividade e incapacidade de controlar adequadamente os impulsos”, explica
Como toda doença mental, o transtorno bipolar, além de afetar diretamente a vida do enfermo, adoece junto a ele toda a sua família. Por isso entender o mal e auxiliar nos cuidados são iniciativas essenciais para o tratamento e controle do transtorno. Desde os mais leves como a hipomania até os mais graves como trastorno depressivo recorrente, que leva muitas vezes ao suicídio, todos precisam de ajuda psiquiátrica e familiar. “ Fazer o diagnóstico correto, atendimento precoce e buscar alianças de longo prazo com seu psicólogo, além de terapia e remédios são boas alternativas para o tratamento da doença”, aconselha a psiquiatra.