Dia do Idoso é comemorado com informação
SassepeDe acordo com dados da Delegacia do Idoso, discriminação, maus tratos, negligência e agressões físicas estão no ranking das queixas. Os principais agressores são os familiares. Os dados foram mencionados na última quinta-feira (01) na comemoração pelo Dia Internacional do Idoso realizada no Hospital dos Servidores do Estado. O evento contou com a participação do delegado do idoso, Heronildo Farias e da representante da Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã, Alexandrina Medeiros, que esclareceram dúvidas e alertaram aos idosos sobre seus direitos.
“A questão da velhice não se trata de um assunto dos velhos, mas de todos nós, pois seremos os velhos de amanhã. A violação dos direitos da pessoa idosa acontece por falta de cumprimento da legislação. Por isso é importante a mobilização da sociedade e das estruturas do poder público”, relatou Farias. No evento, também foi distribuido o Manual do Idoso, um guia prodizido pelo Programa de Apoio à Pré Aposentadoria e pelo Núcleo de Serviço Social do HSE baseado no Estatuto do Idoso que traz esclarecimentos sobre a legislação e onde buscar ajuda. A cartilha ainda traz informações sobre onde buscar assistência em relação a outras temáticas como educação, lazer, cultura, transporte e saúde do servidor público.
De acordo com o delegado, além da Delegacia do Idoso que existe há mais de 2 anos, vários outros órgãos atuam em conjunto no Estado em defesa dos direitos da pessoa idosa como o Ministério Público, Tribunal de Justiça, Promotoria do Idoso, Defensoria Pública e Juizado do Idoso.
“Apesar de conquistas como o Estatuto do Idoso e a criação de instituições de proteção social, os casos de desrespeito à terceira idade ainda preocupam. É importante alertar que quando esses direitos são violados é preciso saber onde e a quem recorrer. É necessário que as pessoas se conscientizem de que na melhor idade a vida continua, mas com outras expectativas. A pessoa idosa é potencialmente capaz e autores de histórias do ontem, de hoje e de amanhã”, avalia Alexandrina Medeiros.