HSE lança Guia Antimicrobiano
SassepeEm comemoração ao Dia Nacional do Controle de Infecção Hospitalar, o Hospital dos Servidores do Estado (HSE) lança, na próxima quinta-feira (18), no restaurante Spettus - Derby, o Guia de Antimicrobianos nos Processos Infecciosos Comunitários e nos Processos Infecciosos Hospitalares, com a presença de Dr. Luiz Henrique Melo, médico infectologista e professor da Universidade de Joinville, SC, apresentando uma palestra sobre: Mitos e Fatos em Infecções.
O manual serve de guia prático, com informações a respeito do uso racional dos antimicrobianos, qual a forma de escolher o medicamento mais adequado, como avaliar as necessidades de internação, entre outros. Elaborada pela coordenadora do Núcleo de Epidemiologia do HSE, Michele Godoy, e pela médica infectologista da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do HSE, Sandra Braga, a cartilha tem o objetivo de facilitar o trabalho dos médicos do hospital, uma vez que direciona o uso dos antimicrobianos de forma racional e adequada de acordo com o quadro infeccioso comunitário ou hospitalar, otimizando, assim, a prescrição. "O Guia representa um ganho não só para os médicos e pacientes, como também para o hospital. Fará parte da rotina diária do atendimento médico o que, certamente, será um verdadeiro manual de bolso", declaram as médicas.
O manual foi produzido com o auxílio bibliográfico da literatura científica mundial, somando mais de 20 bibliografias, e adaptado a realidade do HSE. "Os benefícios trazidos para a sociedade pelos antimicrobianos são um dos avanços mais importantes na medicina do século XXI. Esperamos que a edição desse guia contribua para ajudar o trabalho dos médicos na escolha do antimicrobiano, como também, no controle das infecções no HSE”, explicam.
HSE tem um dos menores índices de infecção do Estado
A ordem é lavar as mãos. Uma medida simples que pode fazer a diferença quando o assunto é infecção hospitalar. No Núcleo de Epidemiologia do Hospital dos Servidores do Estado, setor responsável pelo Centro de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), vigilância epidemiológica e comissão de óbitos, é a principal recomendação não só para o corpo médico e demais funcionários do Hospital, como também para familiares e acompanhantes. A ação é uma das responsáveis por um dos menores índices de infecção hospitalar do Estado.
Em 2008, o índice de infecção hospitalar no HSE foi de 4,24%. De acordo com a médica e coordenadora do Núcleo de Epidemiologia, Michele Godoy, o indicador representa mais segurança para os pacientes do Hospital. “Esse número varia e depende de uma série de fatores, como, gravidade do paciente, existência de doenças no local, uso prolongado de antimicrobianos, intervenções cirúrgicas, uso de quimioterápicos, assim como o simples procedimento de lavagem das mãos que nem sempre alcança freqüência ideal tanto dos profissionais de saúde como dos visitantes que circulam pelo hospital, dentre outros fatores”, explica. “Não existem hospitais com índice de infecção igual a zero, mas há aqueles que têm uma vigilância ativa, conhecem os seus índices e atuam para diminuí-los. Esse é o nosso trabalho”, completa.
Cerca de 2,3 milhões de pessoas contraem anualmente algum tipo de infecção hospitalar nos oito mil hospitais das redes pública e privada do Brasil. Esse índice representa quase 15% dos pacientes internados, o que gera riscos para a melhora da saúde dos usuários e requer controle dos indicadores de infecção hospital por parte dos hospitais.
No HSE, a CCIH fiscaliza as ações dos funcionários em relação ao uso racional de antibióticos, dos cuidados com a limpeza, a qualidade do ar, a esterilização dos instrumentais e equipamentos, da qualidade dos materiais e o rigor técnico e asséptico durante a realização dos procedimentos invasivos. A Comissão também trabalha com iniciativas de conscientização e capacitação de médicos e funcionários e esses atuam como agentes multiplicadores e difusores do conhecimento para com os pacientes, acompanhantes, familiares e visitantes.
Além disso, diariamente, são colhidos dados de pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e no setor cirúrgico, locais de maior incidência de infecção hospitalar devido a maior gravidade dos pacientes e de procedimentos invasivos. Com esses relatórios são avaliados os índices gerais, mensais, quadrimestrais e anuais o que possibilitam um maior controle das infecções no Hospital. Segundo Godoy, a infecção prolonga a internação do paciente e aumenta o custo do tratamento para o Hospital. “Por isso é tão importante é a prevenção”, explica.