28° C

Instituto de
Atenção à Saúde e Bem-estar dos Servidores do Estado de Pernambuco 

Sassepe

Últimas Notícias

IRH e Fafire debatem com servidores assédio moral

Sassepe

Abuso de poder, competitividade, individualismo, valorização do saber e da titulação, falta de parceria no trabalho, perseguições, discriminação, negação de oportunidade, abusos freqüentes podem ser sinais do assédio moral, um fenômeno antigo, que se instala atualmente nas mais diversas esferas das organizações. Para discutir a temática, o IRH em parceria com a Fafire promoveram, no último dia 26, a palestra Assédio moral e suas implicações na saúde psicossocial do trabalhador, ministrada pela psicóloga e pedagoga Martha Silveira no auditório da faculdade.

Para a psicóloga, assédio moral é a exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. Segundo ela, para caracterizar o assédio é necessário que a ação seja repetitiva e prolongada. “Vale enfatizar que, as vítimas podem ser homens ou mulheres, indistintamente e acontece com mais frequencia em organizações privadas devido à competitividade do mercado e ao medo do desemprego”, explica.

Na palestra, a psicóloga ainda esclareceu que não há um perfil padronizado para o agressor, mas geralmente ele age por meio de agressões psicológicas que afetam a saúde do trabalhador, podendo desencadear doenças físicas, psicológicas e sociais como gastrite, dores de cabeça, doenças cardiovasculares, estresse, ansiedade, irritabilidade, depressão, variação de peso, tremores, absenteísmo, baixa auto estima, entre outros.

O assédio moral, hostilização no trabalho, assédio psicológico ou mobbing – como também é conhecido - pode acontecer entre líderes e subordinados e vise-versa; entre colegas do mesmo nível hierárquico, por competição, inveja, racismo, xenofobia, motivos políticos e por grupos. De acordo com a presidente do IRH, Ana Cavalcanti, independente da forma como aconteça, o mais importante é alertar e denunciar. “Muita gente sofre esse tipo de agressão e não sabe como enfrentar, por vergonha, medo do desemprego e até por desconhecer o assunto”, explica a presidente. Ela ainda comenta que Pernambuco tem procurado combater a ação dos agressores. Em 2007 a Lei de n° 13.314 dispôs sobre o assédio moral, vedando a prática no âmbito da administração pública estadual.