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IRH comemora Dia dos Pais com palestra

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Palavras de incentivo, dicas de convivência e almoço em conjunto fizeram parte das comemorações pelo Dia dos Pais no IRH. O evento, realizado no último dia 10 no auditório do Instituto, contou com a palestra “Responsabilidade Moral dos Pais Perante os Filhos”, ministrada por Karla Júlia Marcelino, instrutora no Cefospe do curso Implantação e Gestão de Ouvidoria.

Participaram do encontro o presidente do IRH, André Longo, o diretor de Planejamento e Gestão, João Carlos da Silva, e a gerente de Gestão de Pessoas, Viviane Marques. “É um dia de exaltar a figura do pai”, declarou André Longo. “Esse é um momento de agradecimento a todos vocês pelo empenho com que tem trabalhado para que a gente possa melhorar a instituição a cada dia”, completou o presidente, destacando que o papel do pai dentro de casa tem que ser exaltado com referência.

“Não é só a escola que forma. A família forma e o pai tem um papel preponderante nisso. Nós precisamos cada vez mais nos apoiar. E apoiar conjuntamente nossas esposas, nossas companheiras, para que esses nossos filhos possam ser pessoas de bem, que é a referência que nós precisamos para a nossa sociedade”, disse Longo.

Karla Júlia iniciou a palestra fazendo algumas reflexões junto aos servidores presentes. “Imaginem uma criança que não conheceu o referencial paterno. Será que essa criança vai sentir um vazio dentro dela?”, perguntou. “Vocês acham que a mãe substitui a presença do pai? Ela até se esforça, mas são figuras que têm o seu espaço próprio no mundo afetivo da criança”.

Karla lembrou do período em que trabalhou na Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), instituição que atende adolescentes em conflito com a lei. “Acreditem. Como assistente social, todos os casos que eu atendi durante cinco anos ininterruptos, no plantão da Central de Triagem, têm um fator em comum com o ato infracional: a desestrutura familiar”, destacou.

“Essa desestrutura familiar vai muito além da classificação social. Já se foi o tempo que nós achávamos que um viciado em drogas era oriundo de uma classe pobre. Já se foi o tempo que pessoas que eram envolvidas em atos infracionais eram oriundas de uma situação de miserabilidade”, afirmou Karla.

Para a palestrante, por trás de um ato infracional existe uma dor que o profissional, seja da área de saúde ou de ciências humanas, tem que desvendar. “Existem tantas dores que são oriundas de desafetos, dos desencontros. A nossa sociedade está muito doente, porque nós nos desencontramos o tempo todo uns dos outros”, avalia.

De acordo com Karla, não é o tempo de permanência do pai com o filho que vai fazer a diferença, mas é como o pai permanece com o filho, como eles convivem. “Será que meu filho tem que morrer para eu poder despertar diante da necessidade de expressar os sentimentos diante dele? Abraçar o filho é o maior presente que um pai pode dar a ele. Acreditem nisso”.

“Se nós aprendermos a valorizar o tempo e as oportunidades que a vida nos dá, nós iremos ser pessoas altamente disciplinadas. Quando eu estiver com o meu filho eu estou com o meu filho. Ele é prioridade número um para mim. Isso significa um alto poder de concentração naquilo que você prioriza como essencial”, disse Karla.

Citando o filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, a palestrante falou que existe uma diferença entre o que é fundamental e o que é essencial na vida de cada pessoa. “O que é essencial diz respeito a essência. O meu filho não é fundamental, ele é essencial. Eu não posso inverter a ordem dos fatos. O que acontece conosco é que muitas vezes nós colocamos o essencial como o fundamental. Então, ou nós despertamos enquanto é tempo, ou a própria vida nos ensinará da pior forma possível”, alertou.

Após a palestra, os servidores participaram do sorteio de livros literários doados pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), de sessões de massagem oferecidas pela empresa Vitae e de uma oficina de cuidados com a pele com consultoras da Mary Kay. Ao final da programação, foi servida uma feijoada acompanhada de uma grande variedade de frutas provenientes do Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa).

HSE – No Hospital dos Servidores do Estado (HSE), a comemoração pelo Dia dos Pais foi realizada no dia 11 e começou com a chegada dos cantores Beto Mix do Recife e Jessica Mello, responsáveis por levar alegria na forma de canções para os pacientes do hospital. Além da música, os pais que estavam na espera do atendimento também receberam brindes, entregues através de sorteios.

“Senti um momento de sensibilidade por parte desse grupo que veio aqui. Infelizmente, nesse mundo perverso, esse momento é uma fagulha que dá valor à família”, conta Jesualdo Vanderlei, 82, enquanto espera atendimento na cardiologia. Maria Deyse, paciente de 72 anos, afirma que não vê eventos como esse em outros hospitais. “Vemos com mais frequência eventos voltados para nós, mães, mas para os pais esse tipo de 'mimo' não é comum, apesar de ser importante”.

Além de fazer coro com a dupla de cantores, os pacientes abraçavam seus parentes, parabenizavam a equipe e eternizavam a cena através das lentes de seus smartphones, na ânsia de compartilhá-la com seus entes queridos que não estavam presentes no momento. “Primeiramente a gente considera o lado humano de todos que estão aqui, tanto da equipe quanto dos pacientes. Esses eventos tocam os corações das pessoas, pois elas se sentem valorizadas, felizes e mais tranquilas”, afirma Cíntia Moura, assistente social do HSE.

Os funcionários não ficaram de fora da preparação do Dia dos Pais. Antes mesmo do evento, eles contribuíram para a decoração enviando fotografias suas e dos seus filhos, que fizeram parte de um mural colocado no hall do HSE. Os pais que fazem parte da equipe fizeram uma ginástica laboral em grupo, que junto com o sorteio de brindes, proporcionou um momento de descontração para todos.

Texto: Thiago Lúcio e Victor Augusto
Fotos: Victor Augusto