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Estagiários do IRH e da Funape participam de Passeio Cultural

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Os estagiários do IRH e da Funape participaram, no dia 3 de agosto, de uma visita às galerias Waldemar Valente e Massagana, localizadas no Museu do Homem do Nordeste, no bairro de Casa Forte, Zona Norte do Recife. Os estudantes foram conferir de perto a exposição “Raça, Classe e Distribuição de Corpos”, promovida pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) com curadoria de Moacir dos Anjos. A Fundaj disponibilizou um ônibus que levou e trouxe os estagiários. O ponto de encontro foi o Cinema da Fundação, no bairro do Derby.

As pinturas, fotografias e vídeos da mostra retratavam, desde o século passado, as classes e raças menos favorecidas da sociedade e a existência de uma desigualdade gerada pela distribuição hierárquica dos indivíduos nela presentes. Os guias Eduardo Arruda e Juliana Barbosa promoveram uma roda de conversa com os estagiários, analisando que a desigualdade social, as diferenças raciais e o privilégio de classes não são problemáticas atuais e estão presentes na história do Nordeste brasileiro.

“Nosso intuito é mostrar como as pessoas pobres, os negros e os escravos estão representados nessas fotos e pinturas que percorrem um século e meio, analisar o lugar que essas pessoas ocuparam e ocupam na sociedade e levantar a discussão sobre o desequilíbrio social entre diferentes classes e raças, despertando uma reflexão nos visitantes”, explicou Juliana.

Ao longo da exposição, foi possível observar o interesse e atenção dos jovens pelas obras. Para o estagiário da Funape Antônio Diniz, a visita e a discussão acerca do tema agregaram conhecimento. “Foi muito pertinente o debate, pois é um assunto totalmente atual que precisa ser discutido. Os relatos fazem uma alusão histórica de uma realidade que, infelizmente, pouco mudou em todo esse tempo”, declarou o estudante.

De acordo com Natália Araújo, estagiária da Funape, a mostra foi ótima para notar as mudanças que aconteceram no Estado. “Eu estou achando maravilhoso ver como era Pernambuco há anos, séculos atrás. É muito bom recordar o quanto as pessoas negras lutaram para chegar até aqui, é muito importante”, comentou Natália.

A estagiária Kelly Caldas, do IRH, achou produtivo o passeio por trazer o passado e a cultura de cada povo. “Gostei por mostrar a cultura e relembrar a desigualdade social, e coisas que no dia a dia a gente sempre acaba esquecendo e achando que vivemos no mundo de igual para igual, só pelo fato de estarmos no século 21”.

Para Samuel Araújo, estagiário da Funape, a exposição foi proveitosa por trazer questões sobre o racismo e diferença sociais. “Foi muito boa porque mostrou um pouco sobre racismo e as classes sociais. Foi bom para o nosso crescimento”.

Texto e fotos: Gustavo Henrique e Juliane Marinho