Setembro Dourado: ação no IRH faz alerta contra o câncer infantojuvenil
SassepeO auditório do IRH recebeu, na manhã do dia 25 de setembro, a palestra “Fique atento: Pode ser câncer”. O evento, realizado em parceria com a Funape, teve como objetivo alertar os servidores sobre o câncer infantojuvenil, no mês em que se celebra o Setembro Dourado. No Brasil, a atual taxa de cura da doença é de 48%. O índice é considerado baixo, principalmente quando comparado ao de países desenvolvidos, onde a porcentagem alcança os 90%.
“O principal motivo do baixo percentual de cura no nosso país é porque as crianças chegam muito tarde para realização do tratamento”, alertou a palestrante Vera Lúcia Morais, médica oncologista do Hospital Oswaldo Cruz. Ela frisou que a prática do diagnóstico precoce é o melhor caminho para a cura da doença. “A prevenção é o melhor combate. Se o diagnóstico for feito nas crianças e jovens, de forma rápida e antecipada, as chances de cura aumentam muito, podendo chegar aos 90%”, explicou a oncologista.
A maioria dos sintomas é considerada simples, como dor de cabeça, dor abdominal, vômito e febre. Segundo a médica, é aí que se encontra o maior problema. “Geralmente, ninguém vai associar uma dor de cabeça ou um vômito ao câncer. Podem ser traços banais, mas merecem atenção dos pais da criança”, explicou fazendo um alerta. “Não é o sintoma que aparece, mas sim a persistência desse sintoma por tempo prolongado no paciente”.
Estrabismo (aumento do brilho ocular), aumento da pressão arterial, dor óssea, aumento dos gânglios, perda de peso, suor excessivo (sudorese noturna) e sangramento espontâneo (nos braços, pernas, ao urinar) são outros traços que podem indicar câncer infantojuvenil. “O médico deve avaliar bem o paciente, solicitando exames e principalmente fazendo uma boa escuta. Conversar com a criança, perceber se esses sintomas estão indo e voltando com certa frequência e progressividade, para assim poder diagnosticar a doença e aumentar as chances de cura”, concluiu Doutora Vera.
O final da palestra ficou marcado pela emoção. A servidora Rejane Santos contou a trajetória da sua filha Caroline (25), que venceu o câncer duas vezes. “Em 1996, ela tinha apenas 3 anos e foi diagnosticada com um tumor de 2 centímetros na região da cabeça. Os sintomas eram justamente dor de cabeça e vômito de jato progressivo. Fez todo o tratamento, quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Ficou 10 anos em observação e graças a Deus está curada”, contou Rejane, emocionada, ao lado da filha.
A luta não parou por aí. Em dezembro de 2017, outro tumor, dessa vez no estômago, voltou a atormentar a vida de Caroline. Porém, nem ela nem sua mãe perderam a fé. “Confiamos novamente em Deus e nos médicos, que são anjos divinos. Depois de uma endoscopia, o pequeno tumor foi localizado e tratado. Foi feita a retirada da lesão em março desse ano e, dessa vez, ela não precisou fazer radioterapia”, narrou Rejane, concluindo: “A minha filha é muito forte. Ela me dá forças para seguir na luta todos os dias”.
GAC – Nos dias 25 e 26 de setembro, um stand do Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer (GAC) ficou montado no hall de entrada do prédio do IRH. No local, servidores, terceirizados e demais colaboradores do IRH puderam fazer doações à instituição.
Texto: Gustavo Henrique
Fotos: Marina Didier