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Curso ensina a ser empreendedor e a criar guirlanda de Natal

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Servidores e estagiários do IRH participaram, nessa quarta-feira (2), do curso “Estimulando um Espírito Empreendedor", realizado no auditório do órgão. Os participantes tiveram aulas teóricas e práticas com os palestrantes Lucas Hempe, voluntário do Centro de Integração Empresa e Escola (CIEE), e Renée Nebl Jardim, psicóloga da Gerência de Perícias Médicas. Estagiários da Funape também participaram da capacitação.

Durante o curso, foram repassados alguns conceitos básicos sobre empreendedorismo e dicas de como abrir um próprio negócio. Segundo Lucas Hempe, qualquer pessoa pode empreender. “Mesmo ela estando em seu trabalho cotidiano, é possível ser um empreendedor social, realizando atividades em ONGs, igrejas, utilizando o seu conhecimento pela causa dos outros, além, lógico, de você ter um hobby que possa gerar uma renda através do empreendedorismo”, explica.

De acordo com o palestrante, é importante sempre buscar novos conhecimentos e habilidades para assim poder inovar, desenvolver algo que seja realmente útil e que seja um diferencial. “É possível, através da inovação, realizar novos projetos, trazendo benefícios tanto para o órgão como para os próprios colaboradores”, enfatiza.

Os servidores e estagiários participaram ativamente do curso. Após a aula prática, foi realizada uma dinâmica de grupo onde foram propostas profissões inusitadas, que não existam no mercado. Uma das que fez mais sucesso foi a de pedicure de elefante. “Eles atingiram o objetivo, que foi mostrar as vantagens dessa nova profissão. Inclusive eles sugeriram exportar esse serviço para países que tem a cultura de utilizar o elefante no dia a dia. Foi interessante”, comemora Lucas.

Ao final do curso, os participantes tiveram uma aula de sustentabilidade e aprenderam a confeccionar guirlandas de Natal feitas de material reciclável. Foram produzidos vários modelos, cada um com o seu próprio estilo. “Tenho uma guirlanda há cinco anos e ela se mantém viva até hoje. Todos os anos eu a utilizo”, diz Renée Nebl, que ministrou a oficina. Segundo ela, as pessoas precisam aproveitar todo tipo de resíduo, para “transformar o lixo em um luxo”.

Para confeccionar as guirlandas, os participantes utilizaram capim e lapinha, uma planta regional que só aparece no campo entre outubro e dezembro. Por já nascer desidratada, a planta tem um aspecto bem rústico, natural, ideal para a produção das guirlandas. “Sempre procurei mexer com madeira que eu encontro no chão, folhas desidratadas, flores. É assim que todo o meu trabalho é feito. Eu não gosto de produtos industrializados. Eu gosto de produtos naturais”, destaca Renée, que sempre realiza oficinas do tipo dentro e fora do IRH.

O estagiário Alison Bastos, da Gerência da Rede Credenciada, nunca tinha feito uma guirlanda e diz que gostou da experiência. “Achei estimulante a gente aprender novas técnicas de como vender, de como se portar, de como criar um negócio. No final achei bem produtivo”, diz o estudante, que sabe o destino final de seu trabalho. “Vou passar para a minha mãe. Ela vai gostar bastante”. 

Já Ivone Mendes, da Diretoria do Sassepe, achou importante o curso sobre empreendedorismo, pois mostrou que cada pessoa tem condições de levar uma ideia adiante. E o melhor: ajudou a elevar a sua auto-estima. “A gente fica sabendo que é capaz de fazer determinadas coisas e que não vai ver em lugar nenhum, porque foi feito por você. E acho que isso é o diferencial de um ser humano”, afirma. 

Ivone foi uma das participantes do grupo que sugeriu a profissão de pedicure de elefante. “Exportamos o serviço para a Índia. O pessoal gostou. Foi divertido. É só acreditar que você consegue vender o serviço”. Assim como o estagiário Alison, foi a primeira vez que ela confeccionou uma guirlanda. “Saio daqui muito feliz. Vou levar a guirlanda para casa. A gente vê que é capaz de construir”, afirma. Fátima Silva, da Gerência de Pessoas, completa: “Precisamos acreditar em nós mesmos. Existem muitas alternativas para que cresçamos, inclusive dentro da empresa”.