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Endocrinologista do HSE orienta como prevenir o colesterol alto

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Neste dia 8 de agosto, comemora-se o Dia Mundial do Combate ao Colesterol. A data serve para conscientizar as pessoas a prevenir o colesterol alto, que é um dos grandes contribuintes para doenças cardiovasculares.

O colesterol é um tipo de gordura que faz parte da membrana celular e que o corpo utiliza em situações estruturais, como cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestino e coração. Além de ter grande importância na formação de hormônios. Para esclarecer sobre o assunto, a médica endocrinologista do Hospital dos Servidores do Estado (HSE), Ana Paula Tavares, explica sobre a doença. “Conhecemos o colesterol porque ele pode, em excesso, acumular na parede das artérias e causar uma obstrução que pode resultar em um Acidente Vascular Cerebral, Infarto e doenças arteriais periféricas”, disse.

Existem dois tipos principais de colesterol, o HDL, conhecido como “colesterol bom” e LDL, conhecido como “colesterol ruim”. É preciso ingerir o colesterol de forma equilibrada para não haver desregularização das taxas e para evitar que a gordura se torne um fator de risco de saúde. “Nós ingerimos o colesterol a partir de alimentos gordurosos, mas também o nosso próprio corpo produz. O que causa o aumento do colesterol é quando ingerimos uma grande quantidade de gordura, ou o corpo apresenta algum tipo de dificuldade de metabolizar o colesterol”, explicou a médica.

Segundo o Ministério da Saúde, doenças cardiovasculares são as principais causas de mortes no Brasil, com 300 mil mortes por ano. Cerca de quatro em cada 10 brasileiros possuem o colesterol alto. Quem possui casos na família de colesterol elevado, deve ficar ainda mais atento, pois a doença também pode ser determinada por fatores genéticos.

“A melhor forma de reduzir o colesterol é tendo uma dieta com baixo teor de gordura, e quando consumida, não ser gordura saturada. Em muitos casos, só a dieta não resolve. É muito importante o exercício físico que ajuda a baixar o colesterol e pode melhorar a proporção entre colesterol bom e ruim. Também é necessário o uso de medicamentos, especialmente em pacientes que já tiveram eventos cardiovasculares como infarto e AVC”, finalizou a endocrinologista, Ana Paula Tavares.

 

Texto: Dayane Gomes