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Ação lembra Dia Internacional da Mulher

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Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o Hospital dos Servidores do Estado (HSE) realizou durante os dias 8 e 9 de março palestras sobre os ganhos e lutas das mulheres nos últimos anos dentro da sociedade. A participação do público durante o evento foi ativa e enriquecedora. Mulheres que estavam presentes deram depoimentos complementares aos temas, que foram explorados na recepção do ambulatório.

Na quarta-feira (8), a coordenadora da Secretaria Estadual da Mulher, Lucidalva Nascimento, explorou o empoderamento da mulher e a luta pela garantia dos seus direitos. Segundo ela, a violência contra a mulher ocorre por causa da cultura machista que existe na sociedade. Dentro desse contexto e buscando combater a violência contra a mulher, o Governo do Estado de Pernambuco leva alguns projetos para a Região Metropolitana, Agreste e Sertão, como é o caso do Basta de Violência Contra Mulher, canal da Secretaria disponível para atendimento às mulheres.

Ao final do dia, as mulheres com maior tempo de serviço no HSE foram homenageadas como forma de reconhecimento pela dedicação e compromisso com a instituição.

No segundo dia do evento, a assessora de Relações Institucionais do HSE, Beatriz Gomes, recebeu uma homenagem pela contribuição marcante na luta pelos direitos sindicais das mulheres no Estado de Pernambuco. O diretor do hospital, Antônio Trindade, destacou as qualidades da colega, que para ele têm predicativos imprescindíveis para o cargo. “Ela reúne ótimas características, tem bom senso e paciência na resolução das tarefas”, afirmou.

Beatriz agradeceu e confessou estar surpresa com a homenagem. “Quando você tem a responsabilidade de tomar certas decisões e representar um coletivo você precisa pensar sempre com cautela na suas respostas. Eu estou aqui porque represento e devo satisfações a quem me confiou essa função”, enfatizou. Ela também citou a importância das conquistas das mulheres na sociedade, os direitos de expressão, liberdade na escolha do guarda-roupa, direito ao voto, a emancipação profissional e o livre-arbítrio nos relacionamentos afetivos. “As conquistas foram alcançadas com a luta das mulheres nas ruas. Nada é adquirido de graça e do sofá de casa. Conquistamos porque fomos às ruas reivindicar nossos direitos”, concluiu.

Em seguida, a assessora convidou profissionais da casa para dar prosseguimento ao evento e iniciar a roda de debates sobre o empoderamento profissional da mulher. Raete Brito, assistente social, fez um breve relato a respeito do histórico da sua profissão que, diferentemente das demais, nasceu com o objetivo de ser desempenhada pelas mulheres, característica que permanece ainda forte na nossa sociedade. “As mulheres têm essa característica do cuidado, muito embora o serviço social seja lembrado dessa forma, ele tem na verdade a função de garantir os direitos às pessoas”, explicou Raete.

A cardiologista e clínica, Maria das Neves, deu um depoimento sobre o desempenho da sua profissão, que era exercida predominantemente por homens. Alguns pacientes ainda ficam apreensivos e se recusam a ser operados por mulheres. Ela contou que, apesar de nunca ter sido abordada com comentários inapropriados, já ouviu relatos de colegas que foram. “A gente tem que ser determinada, se impor mesmo e mostrar que se existe uma forma de ajudar o paciente não importa se sou mulher ou homem”, completou. Márcia Aparecida, que trabalha no laboratório do HSE, reiterou o discurso da médica e disse que lembrar das conquistas profissionais das mulheres é fundamental. 

Adriana da Silva, motorista de veículo destinado a socorro de salvamento, contou emocionada da sua escolha profissional e dos desafios diários que enfrenta. “Ainda escuto alguns homens falarem que aqui não é o meu lugar, que eu deveria estar em casa cozinhando e limpando”. A decisão de dirigir ambulância nasceu do desejo de ajudar a salvar vidas. Ela precisou realizar curso específico de habilitação para o tipo de transporte e prestação de socorro. “Sei que fiz a escolha certa, eu amo o que eu faço e ninguém pode dizer o contrário”.

Após os relatos, o grupo musical do Abrigo Nossa Senhora de Lourdes, de Olinda, realizou uma apresentação marcante com composições próprias.
 
Basta de Violência Contra Mulher: 0800 281 8187

Texto e fotos: Marina Didier