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Campanha Adorno Zero é lançada no HSE

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O Hospital dos Servidores do Estado (HSE) lançou oficialmente nesta sexta-feira (20) a Campanha Adorno Zero, que visa minimizar os riscos de infecções entre profissionais e pacientes dentro do ambiente hospitalar. A ideia é divulgar medidas de proteção à saúde através de diretrizes básicas da Norma Reguladora (NR) 32/2005, do Ministério do Trabalho, que possibilitam prestação de serviços de saúde com maior segurança aos envolvidos.

A campanha alerta os profissionais não só para os riscos do uso de adornos, tais como anéis/alianças, colares, brincos, piercings, pulseiras e relógios, como também fala de temas como o perigo da guarda e consumo de alimentos em locais não designados para este fim; do uso de cabelos soltos e de sapatos abertos, entre eles a sapatilha; do descarte de resíduos biológicos em locais não indicados; e da falta de higienização das mãos, que gera a transmissão de micro-organismos entre pacientes, profissionais, objetos e ambientes.

“As medidas servem para todos os que interagem com o paciente e com o ambiente, seja ele o leito, a enfermagem ou o ambulatório”, explica o médico infectologista Peter Stamford, presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do HSE. “Isso inclui as áreas administrativas”, completa ele. Entre as orientações estão os cinco momentos para a higienização das mãos, que são: antes de tocar o paciente, antes de realizar procedimento limpo/asséptico, após risco de exposição a fluidos corporais, após tocar o paciente e após tocar superfícies próximas ao paciente. 

De acordo com o diretor do HSE, Antonio Trindade, todos os processos que geram segurança ao cuidado fazem parte da qualificação do Hospital para a Acreditação Hospitalar, que é o título dado a uma entidade após certificada por um órgão oficial de que possui todos os requisitos de excelência no atendimento na área de saúde. “É a soma de ações aparentemente pequenas, mas de imensas repercussões, que habilitará nosso hospital a se certificar”, relata ele. O processo deve durar no mínimo dois anos, ao fim do qual representantes da Organização Nacional de Acreditação (ONA) avaliarão o atendimento para a concessão do selo.

A médica Silvia Nigro, presidente do Núcleo de Estudos do HSE, lembra que há ainda outras várias formas de contaminação bastante presentes no dia-a-dia dos profissionais e que podem ser evitadas através de cuidados no manuseio de pranchetas e prontuários  e da higienização, sempre e a cada uso, de objetos como estetoscópio, tensiômetro e termômetro. “Nós não temos que ter vergonha de ser educador”, declara ela, para incentivar que os colegas observem e alertem os colegas se virem algo errado, como, por exemplo, uso inadequado de vestimentas e do celular.

Durante o evento, a equipe distribuiu panfletos com orientações de postura profissional e realizou a dinâmica da caixa preta, que é um teste de higienização das mãos, através do qual uma luz negra dentro de uma caixa mostra as partes que não foram adequadamente higienizadas. A partir do lançamento da campanha, que será contínua, cada setor se compromete a reunir a equipe para repassar as informações e fazer uma foto do grupo inteiro sem adornos, que irá compor um painel a ser exibido nos murais do hospital. Para fevereiro, está prevista a distribuição de porta-adornos, para que os profissionais possam guardar os objetos pessoais durante o trabalho, caso já não os tenha deixado em casa.

Texto e foto: Aline Vieira Costa