Evento no HSE lembra o Setembro Amarelo
Sassepe
Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado em 2014, mostra que mais de 800 mil pessoas cometem suicídio por ano no mundo. Segundo o órgão, tirar a própria vida já é a segunda principal causa de morte para pessoas de 15 a 29 anos de idade. Diante de um tema tão importante, o Hospital dos Servidores do Estado (HSE) promoveu o evento “Suicídio: Informando Para Prevenir”. O encontro, na capela da unidade, foi realizado no dia 30 de setembro, mês em que se comemora o Setembro Amarelo.
A programação incluiu palestras com os médicos residentes em psiquiatria Aline Borges e Aldemiro Aquino, vinculados à Prefeitura do Recife, e com a neuropsicóloga da Central de Saúde Mental, Emanuelly Araújo. O evento contou ainda com a exibição de um vídeo sobre suicídio na adolescência.
De acordo com Edilair Mota, gestora do Núcleo de Psicologia do HSE, o objetivo do encontro foi não apenas comemorar o Setembro Amarelo, mas também reunir pessoas e profissionais que tenham interesse no tema. “Estamos sempre tentando de alguma forma trazer algo do ponto de vista cientifico, que estimule as pessoas a participarem. É uma área que requer muita atenção, pois ainda existe um tabu muito grande em relação ao suicídio”, afirma.
Segundo Aline Borges, existem alguns fatores de risco que podem levar uma pessoa a praticar o ato. “O principal é uma tentativa de suicídio prévia, mas também há os transtornos mentais, como depressão, bipolar, uso de álcool e drogas, transtornos de personalidade e esquizofrenia”, explica. “São patologias onde o evento suicídio é grande. Então tem que ter muito mais cuidado com esses pacientes”, completa Aldemiro.
Para Emanuelly Araújo, os pais precisam ficar atentos à depressão que atinge crianças e adolescentes. Um dos sinais, segundo ela, é a automutilação. “A gente encontra muitos adolescentes que acabam se cortando, que já têm um transtorno desenvolvido, e a sociedade não dá muita atenção”, alerta.
“Nós entendemos que é preciso mais atenção não só de familiares, mas também de profissionais envolvidos no cuidado com pessoas que tenham de alguma forma uma tendência a desenvolver quadros críticos de depressão ou outros tipos de patologias”, finaliza Edilair.
De acordo com a OMS, cerca de 75% dos casos de suicídio ocorrem em países de rendas média e baixa. O Brasil é o oitavo com mais registros no mundo.
