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Acessibilidade e inclusão: servidores públicos aprendem a língua dos sinais

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Para viabilizar o atendimento de cidadãos surdos-mudos, o Centro de Formação dos Servidores Públicos (Cefospe) ofereceu curso da língua brasileira dos sinais (Libras)

Por Vivian Maia, da assessoria de imprensa do IRH.

Neste mês de abril, servidores do Executivo Estadual tiveram aulas diferentes: aprenderam a Língua Brasileira dos Sinais (Libras). O curso, promovido pelo Centro de Formação dos Servidores Públicos (Cefospe), preparou os servidores para o atendimento de pessoas com deficiência auditiva e surdez através da comunicação em Libras. O objetivo foi favorecer a integração, garantir a inclusão social e o acolhimento dessa parcela da população pelos profissionais do serviço público.

O curso, ministrado pelo servidor e doutor em educação de surdos, Luiz Albérico Falcão, envolveu a participação de 22 servidores de diversos órgãos. De acordo com Falcão, a Língua dos Sinais precisa se popularizar, pois ainda está restrita aos espaços dos surdos. “É importante ações como essa porque disseminam a importância da língua em apoio ao processo de inclusão. O servidor que está hoje aprendendo, vai servir de multiplicador. Que bom que o Estado valoriza esse tipo de atitude”, ressalta o professor que já publicou cinco livros voltados para a educação de surdos. 

Além dos sinais feitos com as mãos, esse tipo de comunicação visuogestual pode incorporar expressões faciais, movimentos feitos com a cabeça ou com o corpo. “Para quem está aprendendo, é como estudar outro idioma com algumas diferenças. Aqui a língua é dos gestos. Mexer com as mãos não é fazer mímica, é se comunicar e interagir com o outro”, explica. Os sinais em si são formados a partir da combinação da forma e dos movimentos realizados com a mão e corpo, podendo representar letras do alfabeto, palavras, frases, da mesma forma que ocorre na comunicação oral auditiva.

No treinamento, os servidores participaram ativamente na aprendizagem dos sinais para a comunicação interpessoal, aprenderam sobre os caracteres linguísticos, culturais e educacionais e passaram por avaliações. Quem participou, como a servidora da Pernambuco Participações (Perpart), Maria José Eusébio, também aprova a iniciativa. “Trabalho com atendimento ao público e sempre tive vontade de aprender a língua dos sinais. Agora, já sou capaz de me comunicar e atender bem o surdo. Quero continuar fazendo aperfeiçoamentos nessa área”, comenta.

DADOS
Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, cerca de 10% da população tem algum tipo de deficiência, sendo que 3% deste total são de deficientes auditivos. Em Pernambuco, estima-se que pelo menos 300 mil sejam portadores dessa deficiência. Desde 2002, a libras é considerada a Língua Brasileira dos Sinais, de acordo com a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002 que também regulamenta que “As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva”. 

CURSO
Para quem tem interesse em participar do curso de Introdução a Libras, o Cefospe já está com inscrições aberta para a próxima turma. As aulas estão previstas para acontecer de 20 a 31 de agosto. Para se inscrever, o servidor deve imprimir a ficha disponível no site www.cefospe.pe.gov.br, juntamente com o termo de compromisso, preencher, solicitar a autorização da chefia imediata e encaminhar ao departamento de RH da instituição em que trabalha. Além do curso de Introdução a Libras, todos os meses o Cefospe oferece diversos cursos voltados para o aperfeiçoamento profissional do servidor.