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Servidores debatem assedio moral

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As relações interpessoais no ambiente de trabalho são necessárias e até vitais para o andamento das atividades laborais. Mas, quando acontecem condutas abusivas e danosas, podem gerar conflitos mais graves e até ser caracterizado o assédio moral. O assunto foi tema de palestra para servidores no ultimo dia 16, no auditório do Centro de Formação dos Servidores (Cefospe) e promovido pelo Instituto de Recursos Humanos em parceria com a Fafire.

Mesmo sendo um tema antigo, ainda hoje o assédio moral se instala no ambiente de trabalho em decorrência de diversos fatores, entre eles competições, privilégios, individualismo, negação de oportunidades, condutas abusivas de poder, perseguições, valorização pessoal do saber, da titulação. A psicóloga Martha Silveira, palestrante do evento, enfatizou que o assédio moral tem características particulares e para ser caracterizado precisam de certas peculiaridades. “No assédio, as agressões podem ser mais diversas, mas, elas precisam ter repetições, isto é, acontecer várias vezes e com freqüência”, alerta. Exposição constante a situações constrangedoras e humilhantes pelo empregador/gestor ao empregado/servidor no ambiente de trabalho é considerado assédio moral.

Outra questão interessante é o comportamento dos agressores e das vítimas que não possuem uma linearidade. “Não há um perfil padronizado tanto por parte dos agressores quanto das reações das vítimas. Elas podem ser as mais diversas, pois cada um vai reagir de uma maneira”. As conseqüências das agressões podem ser sérias, levando a vítima a ter problemas inclusive relacionados à saúde física e principalmente psicológica do trabalhador. Os danos podem ir de um quadro de estresse, dor de cabeça constante, falta de ar a problemas mais graves, como aumento da pressão arterial, esgotamento físico e psíquico e depressão.

Independente da forma como as conseqüências aconteçam, o mais importante é denunciar. Pernambuco tem procurado combater a ação dos agressores e assegurar aos servidores a garantia de um suporte caso sejam vítimas de assédio moral. Desde 2007, a Lei de n° 13.314 dispôs sobre o assédio, vedando a prática no âmbito da administração pública estadual. Além disso, outra forma de denúncia é por meio da Rede de Ouvidorias do Governo do Estado – que é um instrumento para o recebimento e encaminhamento de casos dentro do Executivo estadual. O servidor que é vítima de assédio moral e não sabe o que fazer, pode procurar a Ouvidoria de sua secretaria ou a Ouvidoria Geral do Estado que atende por meio do telefone 0800.281.2900.