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Servidoras elaboram trabalho científico

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Duas servidoras do IRH participaram da elaboração de um trabalho científico que foi aprovado e apresentado durante o X Congresso Brasileiro de Epidemiologia, realizado em outubro na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina. As enfermeiras do trabalho Maristela Albuquerque e Welma Maria contribuíram no estudo “O Perfil do Adoecimento dos Servidores da Saúde de Pernambuco no ano de 2016”.

O trabalho científico utilizou dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), constantes no banco de dados do Sistema de Informações Médicas (SIM), para traçar um retrato de morbidade dos servidores da saúde ao longo de todo o ano passado.

De acordo com o estudo, foram notificados na SES, de 2 de janeiro a 31 de dezembro de 2016, 4.735 casos de licença médica para tratamento de saúde, sendo 82,7% (3.914) para mulheres e 17,3 (821) para homens. Entre as categorias profissionais que mais adoeceram, estavam os técnicos de enfermagem (38,3%), os médicos (18%) e os enfermeiros (10,2%). Quanto às patologias, aparecem no estudo a convalescência pós-cirúrgica (8,7%), a febre chikungunya (3,7%), o transtorno depressivo (2,6%) e a infecção viral (2,6%).

Com a pesquisa, foi possível observar que o processo de trabalho dos profissionais de saúde tem acarretado inúmeras consequências, como doenças relacionadas ao serviço, principalmente para as mulheres. “Diante do exposto, conclui-se que são necessários a implementação da política pública dos servidores e o planejamento de recursos assistenciais a fim de minimizar o problema do absenteísmo entre os profissionais de saúde devido às licenças médicas”, concluiu o estudo.

A partir da pesquisa, afirmam os autores, é possível traçar estratégias a fim de melhorar as condições de trabalho dos servidores e assim reduzir a quantidade de licenças médicas, dando maior fluidez no trabalho deles.

Além de Maristela e Welma, também participaram da elaboração do trabalho científico as residentes de Saúde Coletiva pela Fiocruz Fernanda Rodrigues e Amanda Lucena. Contribuíram ainda com o estudo Idê Dantas (Fiocruz), Igor Melo (UFRPE), Paulo Oliveira (UFRPE), Victor Hugo de Albuquerque (UFPE), Lucas Rocha (UPE) e Micaelly Lucena (Uninassau).

A gerente de Perícias Médicas do IRH, Helena Carneiro Leão, e a chefe da Divisão de Engenharia e Segurança do Trabalho do órgão, Fátima Mota, deram todo o suporte necessário para a realização da pesquisa.

Texto: Alinny Miranda e Thiago Lúcio
Foto: Alinny Miranda