Palestra alerta jovens sobre os perigos do mundo das drogas
SassepeAs drogas causam cerca de meio milhão de mortes no mundo a cada ano, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns aspectos, alerta a entidade, a situação está piorando, com muitos países passando por uma crise de emergência sanitária devido às mortes por overdose.
Para alertar os jovens sobre os perigos do mundo das drogas, o IRH, em parceria com a Funape, promoveu na última terça-feira (3) uma palestra para os estagiários dos turnos da manhã e da tarde. O encontro, realizado no auditório do Instituto, foi conduzido pela psicóloga Elsa da Mata, coordenadora do Núcleo de Apoio à Prevenção e às Terapêuticas de Drogadição (NAPTD) da Vara Regional da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
“A gente sabe que são as escolhas que vão desenhar o futuro de cada um. Quanto mais conhecimento você tiver, melhor você se defenderá das coisas ruins e procurará escolhas assertivas”, afirmou Elsa. Durante a palestra, ela falou das drogas lícitas, como álcool, cigarro e remédios, e das ilícitas, como maconha, crack e cocaína.
Segundo a psicóloga, existem três tipos de drogas: as depressoras (cola, ópio, heroína e álcool), as estimulantes (anfetaminas e cocaína) e as perturbadoras (maconha e ecstasy). “Os jovens querem experimentar, ir além do que está posto”, advertiu Elsa, que falou também sobre a legalização da maconha, um tema ainda muito controverso no Brasil.
“Precisa de controle, o que não acontece no Brasil. Diferente da Holanda, onde as leis são cumpridas”, comparou. “A maconha não é legalizada porque traz prejuízos imediatos ao cérebro. Ela tem um veneno chamado THC, uma substância altamente maléfica”. Segundo Elsa, há estudos que relacionam o uso da droga à esquizofrenia, distúrbio que afeta a capacidade da pessoa de pensar, sentir e se comportar com clareza.
E o que fazer para evitar o uso de drogas? Para a psicóloga, a prevenção pode ser feita com diálogo, afeto, harmonia familiar e o estabelecimento de regras e obrigações. “A ocupação é extremamente importante”, pontuou.
O estagiário do IRH, Rogério Francisco de Brito, ficou satisfeito com o que aprendeu durante o encontro. “Me surpreendeu o conhecimento técnico da palestrante”, afirmou. A estudante Maria Eduarda Amorim, 18 anos, estagiária da Secretaria de Administração (SAD), achou o encontro gratificante. “Muitas vezes a gente quer tentar ajudar essas pessoas que estão passando por isso. Com esse conhecimento que adquiri aqui, eu posso alertar, eu posso ajudar”, declarou.
O Núcleo de Apoio à Prevenção e às Terapêuticas de Drogadição do TJPE elaborou um catálogo com informações importantes para quem procura ajuda. O material lista todas as entidades em Pernambuco que oferecem apoio, orientação e acolhimento a dependentes e seus familiares. Para consultar o catálogo, clique aqui.
Texto e fotos: Marina Didier e Thiago Lúcio